Aquelas coisas do momento

Aquelas coisas do momento que nos aparecem por razão nenhuma e que temos necessidade de partilhar. E porque as palavras merecem ser ditas, seja como fôr.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Talvez eu não esteja mesmo bem

Porque é tudo tão difícil?
Porque não me pára o pensar? Nem esta falta de ar que me aperta a garganta?
É rídicula a situação, a dependência, o querer tanto.
Há o querer desaparecer mas não me imaginar sem o som dessa voz, nunca mais. Nunca...
Dói-me a cabeça, pior está o coração.
Morri?! Não quero.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Passos, sensibilidades e mistérios.

Relembro o último calor, o último suor sentido. A percepção dos sentidos é dramática. É uma sensibilidade que nos deixa perceber quando é a última vez.
Mas os mistérios continuam, acompanham o nosso passo. A solidão não é precária e faz a vida parar e encostar-se a uma esquina.
São momentos difíceis e tudo é tão genialmente doloroso quando não sai uma lágrima, nem um sopro de desabafo. Fica tudo preso e a escuridão agarra-nos ao mistério, ao segredo, ao nada.
A sensibilidade deixa-me saber que foi o último, não terei mais momentos. Fui feita para ter este coração difícil que não consegue chegar ao batimento certo, já não consegue.
Mas acalma-me a música e eu embalo a minha solidão na sua melodia.E desaparece o aperto do meu batimento errado e eu encontro o meu passo.
Falta-me a sensibilidade para um começo, para o encontro de outro passo solidário.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Cuida

Estás dentro ou saltas fora?

Confia, cai que eu cuido, não consigo correr atrás porque não me faz sentir o desejo. Não discrimino bem a mensagem quando é para eu tomar as rédeas e posso distorcer tudo na minha cabeça.
Aposta, eu vou estar aqui. Á espera e á espreita.
És a estrada por que tenho caminhado e continuo sem saber onde vais dar. Quero andar sem descanso e descobrir-te.
É um caminho longo...

segunda-feira, novembro 19, 2007

Catch me!

És o meu segredo. Não quero que sejas corrompido.
Tenho esta vontade de escrever e largar estas palavras.
Sinto uma vontade de me entregar e não pensar que tudo isto é um momento, quero que esta música dure até ao fim, não quero que alguém a termine a meio.
Tudo isto faz-me buscar o que há de mais calmo e pacífico e leal.
São só palavras, sentimentos.
Só não me quero entregar a uma mentira. 'Ele' floresce das cinzas quando estás mas se caio na mentira perco tudo, perco-me a mim!
És tão forte e é tudo tão natural.
Apanha-me que eu cuido!

sexta-feira, novembro 16, 2007

Fado Coimbra Serenata Monumental Queima

quinta-feira, novembro 15, 2007

"Maktub"

Há alturas tristes que suportamos um grande desespero na nossa voz. Guardamos o coração vazio, escondido pelo medo. Pois, às vezes a surpresa é mansinha e enrosca-se na nossa vida.
Foi sorte ou conspiração?
Foi bom, senti-te o rosto, guardei o teu cheiro e o teu sabor na dúvida do que viria 'amanhã'.
Veio-me ao estômago aquela ânsia, que doía de tanto querer. É só contigo, és só tu e eu gostei de relembrar a sensação.
Quebraste-me o pensar, quebraste-me a resposta.
Pois, eu quero mexer no meu destino e mudar a minha sorte, agora que sou "estrada com cadastro".

domingo, novembro 11, 2007

Símbolos soltos.

Falta-me o pensamento lógico, uma ordem de ideias.
Tenho a alma cheia de perguntas, de vazios, de silêncios que eu quero que gritem.
É comum a todos o querer felicidade, estabilidade. Eu quero história, eu quero dor e morte porque estas, são vida; quero conhecimento; entrega; paz.
É incrível este acelerar da respiração, das ideias a correr quando sigo uma palavra atrás da outra. Gosto de escrever e sei, sei que talvez não tenha sido feita para escrever porque a minha escrita é básica, é banal, é simples e igual mas é de mim. E é de mim querer arrancar mais daqui, escrever todos estes raciocínios ilógicos, escrever sobre mim porque na escrita não me consigo descentralizar, escrever e dar a conhecer estas palavras que teimaram em sair. Não necessariamente, dar-me a conhecer. Não! Não dou porque isto vem de mim mas não sou eu.
Quero histórias e é esta cidade, esta gente, esta prisão que mo dá.
Quero conteúdo!
Quero um dia dar tudo de mim e deixar-me cair confiando.
Com este 'deixar-me cair', imaginei-te a ti e a mim, deitados no chão frio a tentar buscar respostas e a sonhar. Imaginei!